O Deserto vermelho

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Temas como solidão, depressão, incomunicabilidade, entre outros são abordados neste longa-metragem de Michelangelo Antonioni.

O cenário é a cidade de Ravena, Itália – um lugar com aspecto frio e poluído, que transmite angústia e mal-estar. A primeira cena já nos causa espanto e dúvida. Uma jovem insiste em comprar um sanduíche já consumido por outro e vai comê-lo no meio do lixo.

A partir daí, passamos a conhecer outros personagens e seu relacionamento entre si com o ambiente que os abriga.

Giuliana é uma infeliz esposa que sofre com a mudança de humor, adquirindo com isso graves problemas psicológicos. Seu comportamento se deve ao trágico acidente que sofreu algum tempo atrás.

Ugo, seu esposo, é diretor da fábrica, mas é ausente em relação ao conflito por qual passa Giuliana.

Durante a viagem à Patagônia, conhece o engenheiro Zeller com quem terá algo mais que poderá mudar sua vida. A princípio, ele se sente atraído por sua inconstante psique, mas depois se torna prudente até numa simples troca de palavras.

Delirante e caótico, o filme é uma descrição dos incômodos da alma. Ao mesmo tempo mostra a desorientação de um indivíduo no meio social e as consequências pra quem está ao redor.

Eis a cena em que o filho de Giuliana simula uma paralisia nas pernas. Para suavizar esse momento de desespero, ele pede que ela conte a história do vento Norte, uma fábula com ricas e agradáveis paisagens. Nesse caso, temos a sensação que é uma fantasia da própria Giuliana.

Em suma, Michelangelo Antonioni nos revela uma obra cheia de torpor e cores magníficas, graças à direção de fotografia de Carlo Di Palma.

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~ por Márcia Vidal em novembro 17, 2008.

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