A Casa de papel

“Os livros mudam o destino das pessoas” e “As pessoas também mudam o destino dos livros” – frases sublimes que compõem o romance de Carlos Maria Domínguez com poucos capítulos. Porém, com um desmesurado amor por obras literárias e bibliotecas.

Enquanto lia Emily Dickinson ao mesmo tempo em que deixava a livraria, Bluma Lennon foi atropelada, morrendo em seguida. Meio estranho a princípio, esse fato provocou diversos questionamentos entre profissionais de literatura, cujas discussões não levaram a conclusão alguma.

Alguns dias após, seu colega de trabalho e amante recebe um envelope dirigido à falecida. Desafiado pela curiosidade, rompe o pacote e se depara com a obra de Joseph Conrad, A Linha de Sombra. O livro continha fragmentos de cimento e na capa, uma significativa dedicatória da própria Bruma.

Intrigado, ele passa a buscar em seus arquivos alguma pista sobre o tal Carlos. Mais tarde, através de um escritor uruguaio, descobre algo mais sobre Carlos Brauer, mas não o suficiente para localizá-lo.

Nesse caso, decidido a devolver o exemplar a ele, embarca para Buenos Aires. Lá, encontra Jorge Dinarli, dono de uma das livrarias mais ricas em edições raras, que revela poucas coisas sobre Carlos, numa envolvente conversa sobre livros e algo mais relacionado.

Na verdade, Carlos Brauer reside nas proximidades de La Paloma, cuja cabana em que vive, foi construída de livros. Assim, Jorge indica Delgado, um aficionado por volumes literários raros, que possuía uma certa afinidade com Carlos.

Uma vez diante de Delgado, ele disseca detalhadamente a vida do bibliófilo e o triste destino da sua biblioteca. Ao ver o exemplar de Joseph Conrad, encerra a entrevista de maneira abrupta e sem porquês.

A obra descreve em riqueza de detalhes o quanto um livro é fascinante além de sugerir títulos clássicos. Ainda, mostra um pouco do trabalho do bibliotecário na organização de um acervo.

Portanto, recheada de informações sobre livros e suas amplas utilidades, é surpreendente como este objeto de tantos anos abriga sentimentos, odores e reminiscência do tempo.

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~ por Márcia Vidal em setembro 8, 2008.

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