Café na cama

Lembrado por suas obras infanto-juvenis e alguns roteiros, Marcos Rey possui uma narrativa que prende o leitor do início ao fim, ou melhor, a história envolve o leitor de uma maneira que ele acaba sentindo compaixão pelos seus personagens.

Café na Cama narra a história de uma jovem que para vencer na vida, passou por muitas fases e mudanças de personalidade.

O livro inicia por Norma Simone, manicure do bairro Carrão, que após a morte do pai, passou a trabalhar numa loja como caixeirinha. Jovem e bonita, passou a atrair a atenção de Jair, o gerente, como também do seu tio, Vitório, quem arranja o emprego. Mas, não se envolve nem com um nem outro até porque sentia respeito por este e aquele, profissionalismo.

Depois de conhecer Magda, sua colega de trabalho, conheceu pessoas e outros lugares, mas uma fatalidade acontece, transformando mais tarde, em Sandra.

Pensando no bom dinheiro que ganhará e no conforto da família, Sandra vai trabalhar como michê na casa de Zulmira. Daí, resolve mudar de bairro junto com os parentes, decorar a nova casa com muito luxo quando conhece Flávio, apaixonando-se em seguida.

Assim, sem pensar duas vezes e a pedido do amado, renuncia o emprego na casa de Zuma, cujo sustento passou a ser por conta do amante. Então, coisas boas acontecem, mas um golpe dado pelo amante, fa-lo-á parar na cadeia, deixando-a mais uma vez na miséria tanto financeira como amorosa.

Um belo dia, esperando a chuva passar, recebe o convite de um desconhecido para visitar a Rádio Ipiranga e por sorte, se torna atriz de rádio-novela. Fazendo algum sucesso e quase celebridade, ao invés de Norma e Sandra, agora é Sylvana Rios.

Como cenário a cidade de São Paulo, o romance explora momentos de auge da boemia dos anos 50 e programas de rádio como atração da época.

A obra foi adaptada para o cinema, em 1973, cujo final foi alterado pelo Conselho de Censura, devido a sua mensagem negativa que poderia abalar a moral e os bons costumes.

Além disso, a história de Norma/Sandra/Sylvana revela até que ponto a ambição e a ingenuidade podem levar alguém a caminhos pecaminosos como uma solução de vida. E tudo isso resulta numa falsa felicidade e insatisfação pessoal.

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~ por Márcia Vidal em abril 16, 2008.

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