Maria cheia de graça

Em alguns momentos, a sobrevivência fala mais alto, fazendo-nos pagar um certo preço.

Maria, uma adolescente de 17 anos, trabalha numa floricultura, tirando espinhos das rosas. Com uma vida entediante e sem perspectivas, almeja por algo melhor diante das condições de miséria e exploração do seu país. Um dia, se desentende com o patrão e sem pensar nas dificuldades, pede demissão.

Assim, desempregada, grávida e ainda sustentando a família, resolve aceitar um serviço que tende a mudar sua vida.

Durante uma festa, conhece Franklin que sabendo de sua situação, propõe o trabalho de mula, ou seja, carregar no aparelho digestivo pequenas quantidades de cocaína.

A princípio, Maria hesita, mas acaba aceitando até porque o pagamento era melhor e a livraria de futuros problemas.

Depois de engolir várias “pepas”, parte para Nova York junto com outras, inclusive na viagem, encontra Lucy a quem pediu mais informações sobre o serviço. Chegando lá, é interceptada pela alfândega, pois alguns detalhes sobre sua ida não convencem a polícia. Nesse caso, desconfiados que ela esteja trazendo drogas para os Estados Unidos, resolvem fazer um raio x, mediante sua autorização. Mas, por sorte, sua gravidez a salva, evitando que seja presa.

A partir daí, Maria se depara com dificuldades e escolhas. Então, sem poder voltar atrás, aproveita esta oportunidade que será um recomeço tanto para si como para seu filho.

O filme, além de conter uma belíssima trilha sonora e um roteiro convincente, mostra o qual é possível realizar nossos sonhos e recuperar nossa dignidade. Por outro lado, a personagem convence a todos, com sua coragem e ousadia, o quanto é perseverante diante dos obstáculos que aparecem.

Relacionado a isso, cenas fascinantes são o encontro com o traficante Javier que inicialmente, é ameaçador, depois demonstra uma aura boa e paciente; e, quando, Carla, a irmã de Lucy, fala das dificuldades do país e a saudade da família, mas também de momentos inesquecíveis como o primeiro salário enviado aos parentes.

Ainda, o cartaz e o título do filme nos remete a religião o que desperta uma curiosidade antecipada, entretanto choca ao nos darmos conta dessa realidade. Tudo isso por causa da ganância de alguns em escolher a maneira mais fácil e rápida de ganhar dinheiro.

Enfim, em todo o drama torcemos por Maria, pois ela nos faz ciente de sua honestidade embora tais tolices sejam perdoadas em vista da idade.

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~ por Márcia Vidal em abril 11, 2008.

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