Uma lágrima de mulher

Uma lágrima de mulher

Numa das ilhas de Lipari, na Sicília, vivia o viúvo e o pescador Maffei com sua linda filha, Rosalina, e a criada, Ângela.

Apesar dos meios escassos de vida, Maffei decide partir para Nápoles a trabalho de uma companhia, pois segundo outros, vítimas da cobiça, conquistava-se a riqueza. Assim, seduzido pela fartura, o pescador deixa a filha e a criada.

Durante sua estada, Rosalina se engraça por Miguel Rizzi, filho de um músico romano que passou por maus bocados, travando em seguida, um pequeno relacionamento.

Passados dois anos, Maffei chega à ilha inesperadamente, e rico. Aos poucos, as mulheres notam mudanças no seu comportamento, impregnado de marasmo e cólera. Apavorada com a má catadura do pai e ao mesmo tempo, sufocada pelo que sente por Miguel, Rosalina, esperançosa de que as coisas venham mudar, conta ao pai a respeito do seu namoro com o músico.

Então, ao tomar conhecimento, Maffei, enfurecido, ordena uma breve mudança a Nápoles, recusando-se a aceitar a filha com o maltrapilho.

Sem como manter contato, Rosalina escreve uma carta a Miguel, relatando o acontecido e propondo um encontro às escondidas do pai. Eles se encontram, mas são descobertos por Maffei, onde ocorre uma luta e Miguel cai no precipício.

Em Nápoles, a família do pescador modifica seus costumes devido à boa condição em que se encontra. Maffei se tornou poderoso e fútil; Rosalina, que antes era possuidora de uma beleza inocente, se faz senhora de uma elegância de aspectos falsos; e Ângela se torna uma fanática religiosa.

A casa era um antro de festas, jogos e bebedeiras. E a época era propícia e comum a junção de um fidalgo arruinado com um burguês rico, originando uma satisfação a ambos. Aos poucos, foram fazendo parte deste tipo de sociedade as mulheres e as crianças malfadadas, definindo assim de Sociedade Flutuante.

Como primeiro romance, Aluízio de Azevedo se preocupou com a realidade cotidiana da época como também causou satisfação a um público ávido por “obras de fingimento”. Ainda, esse romance segue a tradição dos romances-folhetins franceses.

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~ por Márcia Vidal em abril 1, 2008.

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