Igual e desigual: dialética do cotidiano

Igual e desigual

Somos iguais diante da lei e dos olhos de Deus, mas a realidade muda este contexto.

Quando somos diferentes e isso desagrada ao próximo, a tendência é aparecer a inquietação, seguida de sentimentos sórdidos de auto-destruição. Ninguém aceita aquele que mostra qualidades que contribuem para o crescimento de algum ideal. Pois, o sucesso do outro alimenta mais e mais sua impotência na conquistar do seu.

O ser humano, diferente dos animais, dificilmente consegue sobreviver bem num grupo. A difícil aceitação do outro é uma tarefa árdua que exige a relevação de determinados sentimentos para que não terminem num futuro conflito. Nestes casos, melhor calar e recuar, já que é covarde aquele que adere a isso. E a nossa sociedade consumista estimula situações deste tipo que se agravam despropositadamente, causando a violência física e a psicológica.

A diferença de classes impõe a divisão e subdivisão de vários setores sociais, acentuando as desigualdades materiais e sentimentais. Compartilhar é um verbo que há tempo foi trocado por concorrer e pisar, pois o que impera, é cada um ser o lobo de si mesmo. E talvez seja da natureza humana fazer vir à tona o “espírito de porco”, disfarçado num belo par de arcadas afiadas e perfeitas, preparando-se para a possível dentada. Para reforçar, usufruir da burrice é fundamental, resultando em atos ingênuos e inocentes.

Então, questiono-me sobre a fraqueza humana, ao se deixar levar por aparências. Alguns subestimados por isso, ainda insistem em buscar a certeza de que a inteligência nasce adjunta a beleza, é algo inato. Mas, saibam que o conhecimento não é para qualquer um assim como a inteligência. E é uma pena nos depararmos com tantas bizarrices.

Como solução e uma maneira de amenizar este caos, faz-se “vista grossa”. Age-se segundos os três macaquinhos: “não vejo, não falo, não ouço”. E assim, leva-se até chegar a máxima temperatura do ponto de ebulição. Então, cheios de ousadia e honra, damos as boas-vindas a VERDADE que tanto esperávamos para proferir.

Há momentos em que uma situação se faz necessária chegar ao extremo, produzindo catástrofes para se notar a existência do errado, pois um erro é fácil de ser reparado. Porém, cadê a coragem e proclamá-lo! O mais difícil é aturarmos uma condição propagando a mudança alheia. As pessoas que são apontadas para mudar, aguardam sua vez para vingar que isso é inválido e são as mesmas que usam a língua de forma venenosa, ou melhor, defino-as como o veneno social de um grupo.

Em suma, pouco sabemos da igualdade humana porque ela inexiste, degradou-se há séculos! Portanto, salve a desigualdade, pois só assim havemos de sobreviver neste mundo de idiotas fantasiados. E segundo um ditado: “Em terra de cego, quem tem olhos é rei”.

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~ por Márcia Vidal em março 22, 2008.

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