A Visão de um bibliotecário como educador

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O ato de educar não se resume somente aos livros e à escola, mas a fatores essenciais como afeto, cuidado e contato humano.

Porém, o nosso dia-a-dia parece seguir um caminho completamente diferente, pois, em uma sociedade consumista e superficial, é comum que a educação seja desvalorizada. Como um agravante dessa situação, possuir os requisitos citados acima parece fazer de um educador uma figura solitária, pois os demais o consideram um tolo.

Às vezes, os seres humanos surpreendem a si mesmos e aos outros. Ora agem com razão, ora com emoção. Nossas ações e reações ainda são indecifráveis. E, diante de tudo isso, temos dúvidas sobre o nosso papel na sociedade, pois o homem, com todo o seu apanhado cognitivo, ainda renega o valor e conhecimento do outro, como se tudo isso precisasse ficar em segundo plano para não impedir sua marcha para a modernidade.

A educação desempenha papel fundamental nas conquistas dos vários segmentos de nossa sociedade. No entanto, o modelo educacional imposto parece ter sido subestimado por seus planejadores, atendendo aos anseios de uma minoria que não tem compromisso com o diferencial humano. Parece irônico que, diante de tantos avanços tecnológicos, necessitemos de um sistema eficiente que justifique nosso progresso atual.

Com a globalização, as informações chegam de vários canais e fontes e, com isso, decepcionamo-nos cada vez mais com a falta de respostas para nossas dúvidas, que carecem de esclarecimentos mais profundos.

Como exemplo temos a Internet, na qual, dependendo das ferramentas de informação utilizadas, o resultado de uma busca nem sempre corresponde aos anseios cognitivos do usuário, o que acaba frustrando sua sede de conhecimento.

Para um educador, é uma tarefa árdua transferir conhecimento ao aluno, porque, a partir de sua didática e metodologia, a experiência poderá ou não ser gratificante ao futuro de seu aprendiz.

Assim, estando no mesmo nível educacional, o bibliotecário possui as mesmas dificuldades, principalmente quando em seu poder possui um acervo estupendo. Ainda inseguro com as mudanças atuais, hesita se deve ou não adotar outros suportes de informação, uma vez que eles atraem mais a atenção do usuário que um simples livro.

A desvalorização cultural e literária é a marca de algumas mentalidades. E a necessidade atual é persistir e buscar estratégias que contornem esse tipo de pensamento.

Assim como “uma civilização se faz com homens e livros”, “cada sociedade possui a educação que necessita”.
Então, questiono: qual a minha visão diante do mundo como educador? Seria suficiente apenas transferir o conhecimento e deixar o sujeito à sua própria sorte?

Não. E talvez o erro esteja na execução. Pois dentro de nós existe a resposta para motivar as pessoas ao aprendizado e ao conhecimento que impliquem compartilhar o entendimento e trocar um pouco de afetividade, resultando numa transformação que estreite laços sociais e quebre barreiras, fazendo-nos esquecer o lado mecânico e frenético de nosso dia-a-dia.

Assim, ensinar ou transferir conhecimentos seria mais que uma imposição ou algo para trazer sustento material. E por que não ter uma visão do indivíduo nesse processo? Primeiramente, segundo Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”, mas tenha a inocência e a humildade de proferir “sei que nada sei”, e insista em saber e passar o que você já conhece.

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~ por Márcia Vidal em março 22, 2008.

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