O Deus das Pequenas Coisas
ROY, Arundhati. O Deus das Pequenas Coisas.

Será possível uma tragédia mudar a trajetória de uma família, num só dia?
É o que a escritora de Nova Delhi, Arundhati Roy, tenta nos mostrar neste seu primeiro romance, recheado de verbetes da língua sânscrita (cujo significado se encontra em um glossário, no final do livro). Cada capítulo revela uma mistura de angústia e expectativa, onde o desenrolar está no enredo descrito nas páginas seguintes.
A história narra o retorno de Rahel à sua cidade natal, Ayemenen. Após vinte e dois anos, reencontra seu irmão gêmeo Estha, recordando, em seguida, de suas travessuras quando crianças e dos tristes destinos de cada um.
Os dois cresceram entre compotas de picles e doces e fizeram parte de uma família em que cada um era consumido por uma mágoa do passado. As coisas mudaram com a chegada de sua prima, Sophie Mol, acompanhada da mãe, ex-esposa de Chacko, tio dos dois irmãos. Como ninguém nunca a tinha visto, alguns membros da família vibraram com este acontecimento, provocando, assim, um sentimento de menosprezo e raiva nos gêmeos.
As coisas seguiram seu curso normal até ocorrer o acidente que vitimou Sophie Mol. Diante disso, os gêmeos, inclusive sua mãe, Ammu, foram acusados de serem os responsáveis.
Mas isso não foi o suficiente para separá-los. Um conhecido a quem a família prestava favores confidenciou à avó dos gêmeos o que um dos seus estava a fazer pelas suas costas, manchando sua reputação e quebrando a tradição da divisão social em castas.
O livro aborda o preconceito social e até que ponto é necessário ser um deus por mais pequenas que sejam as coisas.
~ por marshiva em Março 20, 2008.
Publicado em Livros
Tags: família, infância, irmãos, preconceito social, relacionamento, tragédia

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