O Caso de Charles Dexter Ward

•março 9, 2011 • Deixe um comentário

O jovem Charles Dexter Ward sempre foi interessado em Arqueologia. Mas, sua vida teve uma brusca mudança ao tomar conhecimento de Joseph Curwen, um alquimista que realizava rituais de magia.

Descobrindo por acidente se tratar do seu antepassado, Charles viaja em busca do ocultismo e outras ciências relacionadas, e ao regressar à Providence, procura pela tumba de Joseph. Mais tarde, ele dá continuidade às investigações deste mergulhando num mundo desconhecido e sem retorno que afeta a si e a família.

Assim, aparentando ao mesmo tempo um estado de degradação física e psicológica, Charles é internado num hospício, desaparecendo em seguida, sem deixar vestígios. O médico que acompanhava seu tratamento desde o início, o dr. Marinus Bicknell Willet, resolve investigar seu passado e ter acesso as suas anotações. Segundo ele, elas conteriam as respostas para tais acontecimentos.

A obra faz uma análise da loucura da personagem, expondo a importância do desconhecido durante toda a narrativa. Com poucas informações e sendo liberada aos poucos, o leitor vai se prendendo na história a cada resposta aos enigmas decifrados.

A Cama

•março 9, 2011 • Deixe um comentário

Levando consigo seu filho, Zecão decidiu recuperar a cama que fora levada por sua irmã, Maria Rita. A cama era um objeto de extremo valor sentimental herdado pelos seus antepassados. Porém, durante o trajeto, sofreu um acidente, indo parar no hospital. Não se dando por vencido, mandou o filho, Tobias, apesar das recomendações impostas.

Ao chegar à casa da tia, a cama já tinha sido vendida para uma amiga, Elvira, que estava com a filha Petúnia. Tobias ficou chocado com as condições as quais sua tia vivia junto com um bebê. De todas as maneiras, tentou persuadi-la a mudar de ideia, lembrando da maldição que havia na cama, caso alguém da família se desfizesse dela.

Petúnia, ao ver Tobias, se apaixonou de imediato, dando-lhe seu endereço. Meio sem jeito e preocupado com o rumo da situação, ou seja, a venda da cama, prometeu encontrá-la em breve.

Satisfeita com a tal compra, Elvira resolveu presentear Rosa, a filha mais velha que iria morar com Jerônimos, o flautista. Porém, o presente tanto desagradou como assustou o genro.

Ao deparar com aquela cama enorme, de jacarandá, pesada, com entalhes na cabeceira, os pés em forma de pata, ocupando grande espaço no seu estúdio, ele se negou a compartilhá-la com Rosa. Magoada com a reação do grande amor, retornou a casa da mãe, disposta a esquecê-lo.

Sem pensar duas vezes, Jerônimos trocou a cama por um velho divã numa loja de antiquários, sem nem ao menos consultar Rosa.

Elvira, indignada com a reação da filha e com a atitude do genro, recuperou o objeto às pressas, vendendo-o para Américo, um amigo da família. Este presenteou a filha, Roberta, aproveitando o momento para fazer as pazes. Ao invés disso, o passado atormentou a ambos, provocando uma separação que duraria pra sempre.

Mais uma vez, a cama provocou discórdias entre pessoas mais próximas, deixando-as sempre à mercê de sua disputa.

O romance citado aborda memórias em que a cama é retratada como a metáfora da vida. Ora, ela presencia nascimentos e mortes, ora interfere no destino dos personagens. A maldição proferida pela matriarca (“a cama deveria permanecer na família sob pena de que recairiam grandes desgraças sobre aquele que se desfizesse dela”) se concretizou a partir de pequenos desentendimentos, que culminam em acontecimentos envolvendo dor e solidão.

Dona Anja

•março 22, 2010 • Deixe um comentário

Após a morte do marido, Dona Anja troca seu amplo sobrado por uma bela chácara – mais tarde conhecida como A CASA.

Conceituada como um ambiente pacato e discreto, ela e suas graciosas meninas proporcionam momentos de descontração e lazer aos seus clientes além de visitas de pessoas ilustres.

Numa noite de junho, Dona Anja reúne alguns convidados para ouvir, pela rádio, a votação do Projeto do Senador Nélson Carneiro que aprova o divórcio no Brasil. Esse assunto causa polêmica à pequena cidade de Rosário que defende com ardor a moral e a família.

Porém, após o resultado da votação, uma fatalidade abala todos, principalmente a anfitriã que teme o fim da reputação do seu estabelecimento construída há anos.

Adaptada como telenovela em 1996, a obra aborda um momento histórico por qual passava o país: a aprovação do divórcio em 1977.

Em estilo de folhetim, a narração se apresenta de maneira poética e fluente. O romance faz uma crítica à nação que está dividida em meio a tantas transformações políticas e culturais.

 
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